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Com conta digital, Apple avança na oferta de serviços financeiros a consumidores

Com conta digital, Apple avança na oferta de serviços financeiros a consumidores

Ao contrário de outras big techs, como Meta e Amazon, a Apple opta por não fazer grandes aquisições e desenvolver seus produtos em casa, o que evita uma batalha regulatória com as autoridades

Apple avança na oferta de serviços financeiros a consumidores, dona do Sonic compra estúdio criador de “Angry Birds” por R$ 3,8 bilhões e outros destaques do mercado nesta terça-feira (18).

OS PLANOS DA ‘APPLE FINTECH’

A Apple deu mais um passo nesta segunda (17) na iniciativa de ser uma espécie de fintech para seus consumidores ao lançar nos EUA uma conta-poupança.
Operada pelo Goldman Sachs, ela terá rendimento de 4,15% ao ano.

ENTENDA

A conta é oferecida aos usuários do cartão de crédito da Apple. O cashback gerado nas compras com o cartão poderá ser depositado nessa conta digital.

O saldo máximo é de US$ 250 mil, e os depósitos ficarão com o Goldman, que, como banco licenciado, tem acesso ao seguro do FDIC (fundo garantidor semelhante ao nosso FGC).

EM NÚMEROS

A taxa de retorno oferecida pela Apple está acima das contas de poupança e até de concorrentes como a American Express e o próprio Goldman.

Mas há no mercado taxas maiores, que vão até 4,75% ao ano, de acordo com dados do Bankrate.

O QUE EXPLICA

A iniciativa é mais uma da Apple na oferta de serviços financeiros aos clientes.

Além do cartão de crédito, que também é uma parceria com o Goldman, a empresa da maçã passou a oferecer em março nos EUA a opção de parcelamento das compras -conhecida pelo jargão de buy now, pay later (compre agora, pague depois), um modelo parecido com o crediário.

As compras podem ser divididas em até quatro parcelas ao longo de seis semanas, e a Apple assume o custo dos juros.

CONTEXTO

A companhia quer ser a marca preferida de seus consumidores não apenas nos dispositivos, mas também em serviços, principalmente nas áreas de saúde e finanças.

Ao contrário de outras big techs, como Meta e Amazon, a Apple opta por não fazer grandes aquisições e desenvolver seus produtos em casa, o que evita uma batalha regulatória com as autoridades.

O avanço da companhia sobre serviços, além de ser uma forma de diversificar o faturamento, contribui para a fidelização dos consumidores à marca e para o aumento da receita por cliente, algo que é olhado de perto por investidores.